Palavras do Rabino
Queridos Irmãos:
Nesta época do ano, É o momento no qual temos que importar-nos, não só conosco, mas também com o próximo, com nosso meio, com nossa Comunidade e principalmente com nosso Povo, O Povo Judeu.
Saibam, que este período de reflexão, nos convida realizar atos de caridade, aprofundar meditação através das orações e realizar atos de arrependimento, de Teshuváh, de volta à nossas origens.
É um período onde devemos estender nossas mãos, colaborar, cada um dentro de nossas sinceras e reais possibilidades, para seguirmos fortalecendo o Judaísmo, que é a verdadeira e única vacina contra todos que almejam nosso desaparecimento.
Dizem alguns sábios da cultura em geral que o Povo Judeu é o termômetro para medir as atitudes intolerantes; Que, quando aparecem movimentos contra as liberdades, os judeus os detectam.
Presenciamos isto nos últimos tempos, tempos de intolerância, de difamação, deturpação da verdade e dum julgamento injusto contra nosso povo que deu dá tanto para Humanidade.
Portanto, desejamos seguir crescendo e este crescimento decorre da nossa força, que se distingue quando estamos em União. Desejamos continuar com a corrente milenar do Povo Judeu e convido-te a ser parte desse crescimento, contribuindo, esticando tuas mãos para permitir que juntos, possamos seguir sendo esta Luz que ilumina as nações, pelos valores humanos que nos ensina o judaísmo.
Rabino Ruben Najmanovich
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Preceitos e costumes do luto
A morte no judaísmo
Uma hora após o falecimento, o corpo deve ser depositado com os pés em direção à porta, coberto com um lençol ou cobertor. Acendem-se velas junto à cabeça e não se deixa o corpo sozinho.
Kohanim
Um Cohen (sacerdote) não pode ficar sob o mesmo teto onde há uma pessoa falecida, exceto se o morto fôr pai, mãe, irmão, irmã solteira ou filho ou de alguém que não possua familiares.
Os últimos rituais
A "tahara" (purificação) do corpo para o enterro deve ser feita com dignidade e de forma apropriada. Os integrantes da “Chevra Kadisha” (sociedade sagrada) são responsáveis por esta tarefa.
Os enlutados
Os enlutados são as pessoas que perderam pais, irmãos filhos ou esposo(a). São eles que devem seguir o ritual de luto.
O enterro
Deve ser realizado, quando possível, no mesmo dia do falecimento. É possível adiar o enterro quando se espera parentes vindos de locais mais remotos. É uma “mitzvah” (beneficência) acompanhar um enterro até a sepultura – de fato é uma homenagem que nunca será retribuída ou agradecida pelo homenageado. Ao sair do cemitério deve se fazer o “netilat yadaim” (lavar as mãos).
O luto
O luto começa no dia do enterro. Os enlutados rasgam um pedaço da roupa que vestem. O luto dura 7 dias “shivah”. Nestes dias os enlutados permanecem descalços e com a mesma roupa rasgada e são servidos por amigos e parentes. Não devem sair de casa desacompanhados. É costume sentar no chão. Não se mantém relações íntimas. Não se cortam cabelos e barba ou unhas nesse período. O Shabat corta o luto, isto é, de sexta feira ao por do sol até sábado ao por do sol os enlutados não estão de luto. O luto recomeça sábado após o por do sol, até o sétimo dia. mantém acesa uma lamparina na casa onde se faz o luto. Os homens enlutados rezam o Kadish. Costuma-se fazer as rezas de "Shacharit" (manhã) e "Arvit" (noite) na casa onde se mantém o luto. Para falar o "Kadish" é necessário haver pelo menos 10 homens maiores de 13 anos (após terem feito Bar Mitzváh). Após o sétimo dia joga-se a roupa rasgada e os enlutados saem da Shiváh após o shachrit.
Shloshim
Durante 30 dias é mantido o luto. Nesse período não se faz a barba. Não se deve participar de festas.
O ano
O luto dura um ano (11 meses lunares). No decorrer do ano se faz a lápide e deve se recitar o Kadish diariamente (durante 11 meses e três semanas). Terminado o período sai-se do luto e não há restrição alguma. Após o ano o Kadish se recita nos aniversários do falecimento ou nas grandes festas.
Rab. Ruben Najmanovich
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A Grandeza Moderna
Para nos relacionar com nosso próximo, a palavra chave é bondade!
A Toráh nos instrui que devemos "guardar os mandamentos de D’us e caminhar em Seus caminhos" (Deuteronômio 28:9). Jafetz Chaim observa que as duas cláusulas indicam que isto é um processo de duas etapas. "Manter os mandamentos" é bom na medida em que isto nos leve a "caminhar nos caminhos de D’us" – isto é, aperfeiçoar nosso caráter.
Há uma história da época anterior a Segunda Grande Guerra na Europa, quando os judeus se preocupavam com sua segurança e brigavam para obterem vistos de saída. Um dos estudantes do Rabino Aaron Kotler decidiu fazer uma grande viagem de trem, com a esperança de que os documentos que lhe permitiriam sair estivessem esperando por ele na cidade portuária. Numa parada de conexão no meio do caminho, o estudante foi surpreendido pela repentina aparição do rabino Kotler. "Rabino, o que está fazendo aqui?", perguntou o incrédulo estudante.
"Logo depois que tu partiste chegou um telegrama dizendo que, efetivamente, teus documentos estão prontos no porto", explicou o Rabino Kotler. "Assim, vim por outro caminho e me apressei, a fim de te encontrar aqui para que ficasses tranqüilo durante o resto da viagem!"
Uma sociedade se define por seus heróis. Serão atletas e estrelas de rock? Ou será D’us Todo Poderoso?
A quem você gostaria que seus filhos seguissem?
Shabat Shalom!
Rabino Shraga Simmons
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