Rosh Hashanah
Rosh Hashaná é o dia em que D-us completou a
criação do mundo, com a moldagem de Adam, o homem
primevo. A primeiríssima atitude de Adam foi
proclamar o Onipotente como Rei do Universo. Ele
reuniu todas as criaturas e declarou: “Venham,
curvem-se e ajoelhem-se diante de D-us e adoremos o
nosso Autor”. Eis porque, em Rosh Hashaná (que
literalmente significa “a cabeça do ano”) nós
proclamamos a realeza de D-us e reafirmamos o nosso
compromisso de servi-lo bem. Assim como no Rosh
Hashaná subseqüente Ele reconsidera a Sua criação,
examina a qualidade de nossa obrigação para com Ele e
determina a natureza do Seu relacionamento conosco
para o ano seguinte.
Data Hebraica: 1 - 2 de Tishre Data EC: 19/09/2009 - 20/09/2009
Costumes: O Shofar
Nos dias de Rosh Hashaná, ouvimos, no período
diurno, o toque do Shofar, (chifre de carneiro) -
pelo menos os primeiros trinta toques prescritos. O
Shofar, o mais antigo e tocante dos instrumentos de
sopro, tem muitos significados. Dentre eles:
. Proclama o coração de D-us como Rei do
Universo.
. “Desperta-nos” para o arrependimento e retornao
a D-us.
. Recorda o som do Shofar ouvido no Monte Sinai e
quando aceitamos os mandamentos de D-us por todas as
épocas e gerações.
Tashlich
No primeiro dia de Rosh Hashaná, após a oração da
tarde (Minchá), visitamos um olho d’água ou lago
contendo peixes vivos e recitamos as preces de
Tashlich, através das quais “jogam fora” os nossos
pecados. Assim como os peixes dependem da água para
sua sobrevivência, assim também nós estamos
subordinados à Providência Divina; e tal, como os
olhos dos peixes que nunca fecham, simbolizando a
incessante vigília de D-us sobre nós.
Costumes Especiais Referentes à Alimentação , é costume em Rosh Hashaná comer alimentos
simbolizando doçura, bênçãos e abundância. Molhamos o
Chalá no mel e em seguida (na primeira noite),
comemos um pedaço de maçã doce também mergulhado no
mel. Após a bênção apropriada sobre a maçã,
acrescentamos: “Possa ser Tua vontade renovar para
nós um bom ano doce”. Outros costumes incluem comer a
cabeça de um peixe, romãs, cenouras, beterrabas e
etc.
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rosh hashana
Horários das Rezas em ROSH HASHANÁ:
Véspera 18/09/09 Arvit 19h
1º dia 19/09/09 Shacharit 9h
Minchát 17h Leitura da Toráh
2º dia 19/09/09 Arvit 19h 30 min
20/09/09 Shacharit 9h
20/09/09 Minchát 17h “Vivenciando o Tashlich”
Data Hebraica: Data EC:
Costumes:
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Yom Kipur
Embora esses “Dias Terríveis”, como muitas vezes
são chamados, de solenes, mas eles são tristes. De
fato, Yom Kipur, o dia mais santo do ano, é de um
modo sutil também o mais feliz, pois em Yom Kipur nós
recebemos o que é talvez a dádiva maior e mais
sublime de D-us - o Seu perdão. Quando uma pessoa
perdoa outra, é por causa de um profundo sentimento
de amizade e amor que supera o efeito de qualquer mal
que tenha sido causado. Similarmente, o perdão de Dus
é uma expressão do Seu eterno e incondicional
amor. Embora, talvez tenhamos transgredido a Sua
vontade, nossa essência - nossa alma - permanece
Divina e pura. Yom Kipur é o único dia, em cada ano
que, D-us revela mais claramente que a nossa essência
e a sua essência são uma só. Ademais, ao nível da
alma, o povo judeu é todo verdadeiramente, igual e
indivisível. Quanto mais demonstrarmos nossa unidade
essencial agindo com amor e amizade, tanto mais
plenamente o amor de D-us nos terá revelado.
Data Hebraica: 10 de Tishre Data EC: 28/09/2009
Costumes: Em acréscimo às proibições dos trabalhos no
Shabat, há cinco atividades especificamente proibidas
em Yom Kipur: comer e beber, usar perfumes ou loções,
ter relações conjugais, calçar sapatos de couro e
lavar-se (só é permitido lavar os dedos das mãos).
Em Yom Kipur precisamos nos libertar de todas as
preocupações materiais, devotando o dia somente às
orações. Começamos, na véspera, o serviço da noite
com o canto Col Nidrei, o qual nos absolve de
quaisquer promessas que venhamos a fazer no ano
vindouro e porventura esqueçamos de cumprir. Durante
cada prece principal no decorrer do Yom Kipur,
recitamos o Vidui (a confissão), enumerando todos os
pecados que, por acaso, tenhamos cometido e pedimos o
perdão de D-us. A prece final do dia, enquanto o
nosso julgamento para o ano seguinte está sendo
selado, é denominada Neilá - o único serviço durante
o ano inteiro no qual as portas da Arca permanecem
abertas desde o início até o fim. Isto significa que
os portais da prece, do Céu, estão escancarados para
nós nessa época. Neilá culmina com o “Shemá Yisrael”,
outros versículos ditos em uníssono e o soprar final
do Shofar.
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yon kipur
Horários das Rezas em ROSH HASHANÁ:
Véspera 18/09/09 Arvit 19h
1º dia 19/09/09 Shacharit 9h
Minchát 17h Leitura da Toráh
2º dia 19/09/09 Arvit 19h 30 min
20/09/09 Shacharit 9h
20/09/09 Minchát 17h “Vivenciando o Tashlich”
Data Hebraica: Data EC:
Costumes:
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Sucot
Imediatamente após os Dias Temíveis de Rosh Hashanáh e Iom Kipur, nós nos preparamos para a exuberância de Sucot - a “Estação de Nosso Júbilo”. Após deixar o Egito, durante os quarenta anos vagando pelo deserto, o povo judeu estava sempre rodeado por protetoras “Nuvens da Glória”. Em comemoração e para incrementar a nossa consciência dos todo-abrangentes amor e proteção de D'us, foi-nos ordenado “Em Sucot (cabanas) vivereis sete dias “ (Levitíco, XXIII:42).
Outra Mitsváh especial de Sucót é a de sacudir juntas as “Quatro Espécies” - o Etrog (citro), o Lulav (ramo da tamareira), os Hadassim (mirtos) e as Aravot (salgueiros). Uma explicação, dentre muitas, é que cada uma destas quatro espécies representa um tipo diferente de judeu. O fato de que a Mitsváh exige o conjunto das quatro simboliza nossa unidade como um povo, todos precisamos uns dos outros. E as Quatro Espécies são sacudidas em todas as direções dos pontos cardeais e ainda para cima e para baixo, significando que D'us está em toda parte.
Qual o Significado de Sucót e Como é Celebrada ?
Sucót significa "cabanas". Durante 40 anos vagando pelo deserto, nós vivemos em Sucót. Nós somos ordenados (confira em Vaikráh 22:33-44) neste feriado a fazer da Sucáh nossa residência principal: comer, dormir, estudar Toráh e passar nosso tempo nela. Se for muito incômodo ficar na Sucáh -- por motivo de chuva ou coisas do gênero -- então a pessoa está liberada da obrigação de habitar a Sucáh. Dependendo das condições climáticas, tentamos, no mínimo, comer na Sucáh. Também somos ordenados a agitar os Arbaát HaMinim, as 4 Espécies, que têm muitos significados místicos e profundos. Entre eles: que o Todo-Poderoso controla todo o mundo, os ventos, as forças naturais e tudo o mais; que todos os Judeus estão interligados como um único Povo, sejam eles pecadores ou santos, sábios ou ignorantes.
A mitsváh de habitarmos a Sucáh nos ensina a confiar em D'us. Todos nós temos a tendência a pensar que nossas posses, nosso dinheiro, nossos lares ou nossa inteligência nos protegerão. Na Sucáh estamos expostos à natureza, numa cabana temporária. Viver numa Sucáh coloca a vida em sua verdadeira perspectiva. Nossa história tem provado isto. Nossa fé precisa ser somente em D'us.
Sucót é chamada de Zemán Simchatênu, a época de nossa alegria. Alegria é diferente de felicidade. Felicidade é estarmos satisfeitos com o que temos.
Alegria é o prazer de anteciparmos um bem futuro. Se confiamos em D'us e acreditamos que tudo o que Ele faz é para o nosso bem, então conheceremos grandes alegrias em nossas vidas !
Sucót é um dos Shalósh Regalim, os 3 Festivais (os outros dois são Pessach e Shavuót), quando a Toráh ordena a todos os que moram em Israel a deixar seus lares e virem a Jerusalém, celebrar a festividade no Templo Sagrado. Nos últimos 2.000 anos, desde a destruição do Templo Sagrado, estivemos incapacitados de cumprir esta mitsváh.
Os Dias Intermediários de Sucot ( Chol Hamoêd )
O terceiro até o sétimo dia de Sucot são chamados de Chol Hamoêd - dias intermediários. Não recitamos o Kidush nem acendemos as velas de Iom Tov. Não obstante, apenas o trabalho muito necessário deverá ser feito.
O sétimo dia de Sucot é chamado oshanáh abáh. É costume permanecer acordado e recitar trechos da Toráh e do livro dos Salmos. Pela manhã, circunda-se a Bimáh da sinagoga sete vezes, com o Lulav e o Etrog na mão. Depois recitam-se preces especiais denominadas “Hoshaanot”, enquanto seguramos cinco ramos de salgueiro amarrados juntos. Batemos com os ramos do salgueiro no chão, simbolicamente adoçando o julgamento de D'us. Este costume nos foi transmitido na era profética através dos profetas.
Data Hebraica: 15 - 21 de Tishre Data EC: 03/10/2009 - 09/10/2009
Costumes: A Sucá
Durante os sete dias da festividade, todas as refeições devem ser feitas na Sucáh, a não ser que chova. Essa obrigação é só para homens. Mulheres estão isentas de comer numa Sucáh, mas têm permissão para fazê-lo, se assim o desejarem, Ao participar de uma refeição que contenha no mínimo 30g de pão ou bolo, e 86ml de vinho deve ser recitada a bênção Leshêv Bassucáh.
As Quatro Espécies
Em cada um dos sete dias de Sucot, exceto Shabat, sacudimos as Quatro Espécies no horário diurno. Segure o Lulav (ao qual estão amarrados três Hadassim e duas Aravot) na mão direita, com o dorso do Lulav voltado em sua direção. Diga a bênção apropriada, depois pegue o Etrog na mão esquerda, encoste-o junto às outras três espécies e sacuda-as com as mãos unidas.
Significado dos Arbaát HaMinim(as Quatro Espécies)
Uma das mitsvót (mandamentos) especiais de Sucót são os Arbaát HaMinim, as Quatro Espécies (etróg, luláv, hadassím e aravót), bem como agitá-las para os 4 pontos cardeais, para cima e para baixo. Um dos significados destes movimentos é que D’us está em todo lugar. Entretanto, por que justo estas 4 espécies foram designadas para esta mitsváh ?
Nossos rabinos nos ensinam quês estas 4 espécies simbolizam 4 tipos de Judeus: o etróg tem fragrância e gosto, representando aqueles Judeus que estudam Toráh e praticam boas ações. O luláv (ramo de palmeira) tem cheiro mas não tem sabor, representando aqueles Judeus que estudam Toráh mas não fazem bons atos. Os hadassím (ramos de mirto) têm sabor mas não têm cheiro, simbolizando aqueles Judeus que fazem boas ações mas não estudam Toráh. Finalmente, as aravót (ramos de salgueiro) não têm nem sabor nem cheiro,representando os Judeus que não estudam Toráh nem praticam boas ações.
Que fazemos em Sucót ? Unimos estas 4 espécies, ou seja, unimos e reconhecemos cada Judeu como parte integral e importante do Povo Judeu. Se apenas um estiver faltando, a mitsváh estará incompleta. Nosso Povo é um.
Precisamos fazer tudo que pudermos para unir o Povo Judeu e para fortalecer o futuro Judaico !.
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Shemini Atzeret
O termo significa "convocação do oitavo dia". Shemini Atzeret, a comemoração que se realiza imediatamente após os sete dias de Sucot, é de certa forma a conclusão de Sucot, embora seja considerado um feriado à parte.
Data Hebraica: 22 de Tishre Data EC: 10/10/2009
Costumes: Na época de Sucot, conforme a tradição, Deus determina a quantidade de chuvas que cairão no ano seguinte. Portanto, o serviço matutino de Shemini Atzeret inclui uma prece especial pela chuva ("Tefilat Geshem"). Nesse dia recita-se também o Izkor, a oração comemorativa dos finados.
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Simcha Toráh
Simchat Toráh é a data mais alegre do calendário judaico. Num clima de grande fervor e festividade, .concluímos o ciclo anual da leitura da Toráh, e imediatamente iniciamos um novo ciclo. Demonstramos assim a natureza eterna da Toráh, a continuidade de suas leis, e a constância da nossa devoção.
Esta singular tradição, que se repete todos os anos, traz consigo uma lição da mais alta importáncia. Ela ressalta que na verdade nós nunca "completamos" a Toráh. Nós nunca chegamos a captar plenamente os profundos ensinamentos inscritos em seus rolos. Nós nunca conseguimos observar e cumprir adequadamente todos seus nobres preceitos.
Ao mesmo tempo, este novo começo nos dá a cada um de nós uma oportunidade de recomeçar, de reestudar, de corrigir os erros passados e compensar aquilo que até agora deixamos de fazer ou de compreender.
Data Hebraica: 23 de Tishre Data EC: 11/10/2009
Costumes: Na Diáspora, Simcha Toráh (literalmente "alegria da Toráh") corresponde ao segundo dia de Shemini Atzeret (o dia extra do feriado, análogo ao oitavo dia de Pêssach e o segundo dia de Shavuot).
Os rabinos explicam, através de uma bela alegoria, a relação entre os dois dias do feriado. "Atzeret" deriva da palavra "atzar", que significa "reter". Shemini Atzeret é o convite que Deus fez ao Seu povo, no final da semana de Sucot, para que ficasse com Ele mais um dia (shemini, o oitavo dia). Receber tal convite sem emoção seria submeter-se passivamente ao chamado divino. Assim, Simcha Toráh é a nossa resposta, é o nosso meio de mostrar a Deus o quanto nos sentimos felizes por permanecer em Sua presença, e o quanto nos regozijamos com a Toráh que Ele nos deu. É um dia marcado pela espontaneidade, amor, alegria, música e dança.
Em Israel, onde não existe o "dia extra", todos os rituais e costumes de Simchat Toráh são incorporados à comemoração de Shemini Atzeret.
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Chanukah
Chanukah, o feriado celebrado durante oito dias a partir de 25 de Kislev, relembra a vitória dos judeus da Palestina contra os opressores sírios, no ano 165 antes da Era Comum. O êxito da rebelião judaica, apesar das condições inferiores dos israelitas frente ao inimigo poderoso, confere a este episódio um caráter milagroso.
Entretanto, ainda mais significativo do que a vitória militar dos judeus, foi seu triunfo espiritual. O Rei Antioco da Síria, educado na cultura helênica, tentou impor à população judaica os costumes pagãos gregos. Não se contentando em proibir as práticas sagradas do Judaísmo, nclusive a circuncisão, à observância do Shabat e o estudo da Torá, Antioco converteu o Templo de Jerusalém em um altar pagão. Foi este o estopim da revolta judaica, iniciada por Matatias, e depois comandada pelo seu filho Yehudá. Ao derrotarem os exércitos sírios, os judeus garantiram a continuidade de sua fé e das suas tradições.
A palavra "Chanukah" significa "consagração", e se refere à primeira medida adotada pelos heróicos lutadores após a expulsão dos opressores: a purificação e reconsagração do Santuário.
Data Hebraica: 25 -de Kislev - 2 de Teve Data EC: 12/12/09 -19/12/09
Costumes: Por que se comemora Chanukah durante oito dias?
Segundo o Talmud, quando os Macabeus reconquistaram Jerusalém e entraram no Templo, profanado durante os anos de domínio sírio-grego, encontraram um único cântaro de óleo puro inviolado, o qual seria suficiente para manter acesa a menoráh (o candelabro durante apenas um dia). No entanto, o óleo milagrosamente durou oito dias.
Em recordação desse milagre, celebramos Chanukah acendendo velas durante oito dias consecutivos, e o feriado tomou-se conhecido como a "Festa das Luzes".
É costume comer refeições fritas em oléos como sonhos, bolinhos de arroz; Em recordação ao milagre do óleo.
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Purim
PURIM - O QUE É?
O livro de Ester (Meguilat Ester), a base da festa de Purim, conta uma das mais queridas histórias bíblicas. Haman, o vilão da história, desenvolve um plano para aniquilar os Judeus da Pérsia – e este é aprovado pelo Rei Achashverosh. Através de uma complexa seqüência de eventos, a Rainha Ester, judia, e seu pai adotivo, Mordechai, conseguem interceder diretamente com o rei, estragando o plano diabólico de Haman, e destruindo-o, junto com sua família e outros inimigos do Povo Judeu. É então proclamado o feriado de Purim.
Mas... Purim – a Festa dos Sorteios – parece repleta de contradições. Numa hora, os Judeus estão sem ajuda e desesperados de medo; em outra, estão lutando contra seus inimigos e vencendo-os. Milagres acontecem, e o nome de D’us nem é citado. EM Purim, os Judeus reafirmam sua lealdade ao Judaísmo, e alcançam novos níveis espirituais. Mas então vem as máscaras, paródias, banquetes e bebidas. Purim nos ensina a ver através das contradições da vida, e perceber que elas são todas parte do plano. Muito antes de Haman escrever seu decreto de destruição, uma rainha é, deposta para dar passagem a Ester, que no fim das contas salva os Judeus. O remédio vem antes da doença. Purim significa sorteios – como na loteria. Mas a seqüência de eventos sugere qualquer coisa menos sorte.
Resumindo, Purim é a festa da unidade judaica. Assim como as contradições de Purim desembocam num tema unificado – o Povo Judeu deve ser unido, “be’lev echad” – em um só coração -, para comemorar.
O Gaon de Vilna escreveu que a Torá jamais poderia ter sido aceita por uma nação dividida – a nação teria que teria que ser “Be’lev echad, ke’guf echad” – como um só coração num só corpo. Assim como os Judeus se uniram no Monte Sinai, eles o fizeram em Purim. Com sua alegrai, “kimu vekiblu haiehudim” – “os Judeus confirmaram e aceitaram” (Meguilat Ester 9:27) manter o Judaísmo, com ainda mais entusiasmo que o Monte Sinai (Talmud Shabat 88a).
Todas as quatro observâncias de Purim nos levam à união. Primeiro, sentamos todos juntos para ouvir a leitura da Meguilá. Depois, a mitzvá de Matanot LaEvionim – presentes para os pobres – une os pobres e os ricos. Mishloach Manot – enviar guloseimas – reforçar a ligação entre nós e nossos amigos. Mas ainda não é suficiente.
Finalmente, para separar as barreiras que nos separamos, nós bebemos. A bebedeira da refeição de Purim deve nos libertar de nossas inibições, não para nos levar à selvageria, mas para nos permitir mostrar nossos mais interiores e profundos sentimentos de amor uns pelos outros. Ao bebermos (com moderação), diminuímos as fronteiras que nos separam uns dos outros, para nos sentirmos ainda mais como uma unidade.
PURIM - A PALAVRA
A origem da palavra ‘Pur’ aparenta ser persa. Como escrita na Meguilat Ester, significa ‘sorteio’. Purim é o plural da palavra ‘Pur’, e, portanto significa ‘sorteios’. A festa se chama Purim devido aos sorteios promovidos por Haman.
A palavra Pur também está relacionada com a palavra hebraica ‘porer’, que significa desmantelar, quebrar, destruir, quebrar em pedaços. A palavra ‘hefir’, derivada do verbo ‘pur’ tem sentido de cancelamento, quebra de algo permanente, como a violação de uma aliança, o fim de um casamento ou uma grave.
O significado mais antigo para a palavra ‘pur’ é pequenos fragmentos de pedra ou cerâmica’. Este uso bastante antigo da palavra tem sua origem no costume antigo de se fazer sorteios utilizando pequenas pedras, ou pedaços, numa urna. Conhecemos esta maneira de sortear-se através da Bíblia. No livro de Josué, foi descoberto que Achan violou seu cherem em Jericó apenas depois que toda a população passou por sorteios diversos.
Um uso semelhante prevaleceu na Grécia, na cidade de Atenas. Para determinar quem era indesejável na cidade e deveria ser expulso, os nomes eram gravados em pedaços de cerâmica (ostracon), e lançados numa urna. Esta é a origem da palavra ostracismo, que significa excluir, por consentimento geral, da sociedade e de privilégios.
Haman escolheu fazer sorteios para determinar o dia e mês para atacar os Judeus. Os antigos persas acreditavam que os signos do zodíaco afetavam o destino do homem, e creditavam muita honra aos astrólogos e magos. Para muitos pesquisadores, o sorteio não resultou no mês de Adar por acaso, mas intencionalmente, já que uma importante festa persa da deusa Anahita era celebrada no meio deste mês, e o interesse de Haman era deixar o povo contra os Judeus justamente durante estes dias de alegria e entusiasmo.
A palavra ‘pur’ tem significado semelhante ao da palavra ‘payis’ – loteria, tão difundida em Israel. A Mishná relata que nos serviços do Templo, em Jerusalém, os Cohanim competiam pelas tarefas mais importantes. Certa vez aconteceu que dois sacerdotes correram para fazer algo, mas um puxou o outro, que caiu e quebrou a perna. Ficou tão decidido que aquela, e outras tarefas, teriam seus responsáveis definidos apenas através de um sorteio feito numa urna. Nos tempos modernos, quando se procurava uma palavra para a loteria israelense, a palavra ‘payis’ foi escolhida. Esta palavra surgiu no vocabulário hebraico cerca de 600 após a palavra ‘pur’, mas foi preferida para que a palavra ‘Purim’ permanecesse identificada apenas com a festa.
Uma palavra recentemente introduzida na língua hebraica é "purimon", uma pequena festa parecida com Purim. Com o tempo, ‘Purim’ se transformou num símbolo de salvação para os Judeus, e diversos ‘Purims’ foram estabelecidos para marcar dias em que os Judeus foram salvos em diversos lugares do mundo de situações de perigo. Esses ‘Purims’ especiais eram chamados segundo o local onde o milagre havia acontecido, por exemplo: Purim de Frankfurt, Purim de Saragoça, Purim de Casablanca, etc.
PURIM - OS PERSONAGENS DA MEGUILÁ ESTER
A heroína do Livro de Ester
Tão logo é escolhida por Achashverosh como sua rainha, passa a ser chamada de rainha Ester na Meguilá. A Meguilá descreve-na como uma mulher de valor. Sua inteligência a ajuda a criar conflito, tensão e ciúmes entre Achashverosh e Haman.
Graças a isso, o milagre aconteceu, e Ester pode salvar os Judeus da Pérsia da destruição. Segundo a Meguilá, o nome original de Ester era Hadassa. Seu pai, Avichail, era tio de Mordechai. Quando os pais de Ester morreram, Mordechai a criou em sua própria casa.
Mordechai, o hebreu
A origem do nome é babilônia, da divindade babilônica Morduk, mencionada no escritos do período persa. Sabe-se que os Judeus da Pérsia costumeiramente davam nomes babilônios a seus filhos. Mordechai era da tribo de Benjamim. Sua família, chefiada por Kish, foi exilada da Terra de Israel com Yeoachin, rei de Judá, em 597 AEC, cerca de 100 anos antes de Achashverosh chegar ao poder. Kish era o pai do rei Shaul, portanto Mordechai era parente deste rei, que lutou contra os amalequitas e seu rei Agag (Samuel I 15). Segundo os sábios, Haman era um dos descendentes de Agag. Assim, após várias gerações, a história permitiu o encontro de descendentes de inimigos históricos – Mordechai e Haman. O livro de Ester descreve a continuação do conflito histórico, e sua conclusão bem sucedida com a vitória do Hebreu sobre o Amalequita.
Achashverosh
Rei da Pérsia e Média, usualmente identificado como Xeres, que reinou 486 a 465 AEC. Achashverosh é descrito como intolerante com os povos que habitavam sob seu controle. No Livro de Ester é retratado como omisso e inconstante. Sua corte real possuía uma atmosfera de desperdício, vaidade, extravagância, com festas nas quais o vinho fluía livremente – uma atmosfera alheia ao Judaísmo. Seu reinado é mostrado como aleatório, com decisões tomadas com frivolidade e ambiente de muita embriaguez. Achashverosh era filho de Dario, neto de Ciro, o rei que reinava quando os Judeus construíram o segundo Templo.
Haman, filho de Hamdata, o Agaguita
O primeiro-ministro de Achashverosh. Propôs ao rei destruir o Povo Judeu do reino em um único dia, 13 de Adar. Segundo os sábios, Haman era temeroso e cauteloso, apesar de a Meguilá retratá-lo como poderoso e astuto.
Vashti
Bela esposa de Achashverosh, que recusou a participar de um banquete promovido por Achashverosh para o povo de Shushan. Como punição, foi banida do palácio e Ester foi coroada em seu lugar.
Bagtan e Teresh
Dois dos eunucos do rei, que guardavam a porta do palácio e planejavam assassinar o rei. A trama foi descoberta por Mordechai, que contou a Ester. Ester, por sua vez, relatou a trama ao rei em nome de Mordechai. Os dois eunucos foram executados, e a boa índole de Mordechai foi registrada nas crônicas do rei. O mérito desta boa índole ajudou Mordechai a se aproximar do rei, e, junto com Ester, salvar os Judeus da destruição.
Data Hebraica: 14 de Adar Data EC: 10/03/09
Costumes: Mishloach Manot (shelachmones) e Presentes para Pobres.
O costume de enviar presentes (Mishloach Manot), deixa sua marca especial em Purim. Ao longo de Purim, homens e mulheres, jovens e crianças andam pelas ruas, carregando pratos, cestas e bandejas cheias de guloseimas de Purim escolhidas e cobertas com um guardanapo. Muitos destes “mensageiros” estão em fantasias e isto acrescenta uma beleza especial à atmosfera de Purim.
Em Jerusalém, era habitual que meninas comprometidas enviassem Mishloach Manot especial, grande e suntuoso aos seus futuros marido; bolos congelados, biscoitos e confeitaria eram formosamente organizados em bandejas redondas e gigantescas. Na Israel contemporânea, há formas de Mishloach Manot familiares, por bairro e nacionais. Elas são enviadas, por exemplo, aos soldados das FDI que servem de fronte, para os assentamentos nas fronteiras e para os necessitados. Crianças também trocam Mishloach Manot simbólicos nas escolas.
Fazendo barulho na Menção do Nome de Haman
Há uma atmosfera especial na sinagoga durante a leitura da Meguilá. Muitos dos fiéis trazem sua própria Meguilá kasher, escrita em pergaminho, de acordo com a halachá – por temer que, caso contrário, eles possam perder uma palavra ou outra da leitura; eles podem assim suprir silenciosamente a palavra perdida em sua própria Meguilá, cumprindo a mitzvá (preceito) de ouvir a Meguilá em sua totalidade.
Crianças com vários tipos de fantasias fazem todos os tipos de barulho – assobios, reco-recos e assim por diante, para abafar o nome de Haman sempre que o leitor o pronuncia. Escutam-se batidas de varas, chocalhos e barulhos explosivos. O tremendo tumulto acrescenta-se à alegria geral. O leitor espera até o término do barulho para continuar a Meguilá, que lê até o próximo “Haman”.
Outro costume era escrever o nome de Haman no sapato e pisar forte até o nome do opressor ser apagado. O costume de fazer barulho quando o nome de Haman é mencionado é muito antigo e difundido pela Diáspora judaica. Alguns rabinos rígidos proibiram o costume, pois perturba a leitura da Meguilá, mas a atmosfera de Purim festiva triunfou e o costume se tornou profundamente arraigado ao folclore de Purim.
Fantasias
O costume de usar fantasias em Purim é extremamente antigo. Era particularmente observado na Itália. Já há quatrocentos anos atrás o Rabino Yehuda Mintz escreveu em sua “Responsa” que deveria ser permitido aos homens vestirem-se de mulheres em Purim, embora os rabinos Ashkenazim proibiam isto absolutamente. O Rabino Yoel Sirkis, da Polônia, opunha-se amargamente a esta permissão, que ia contra o versículo do livro Deuteronômio (22:5): “uma mulher não usará o artigo de vestuário de um homem, nem um homem vestirá o artigo de vestuário de mulher”.
Ele também proibia aos homens máscaras que impedissem que fossem reconhecidos, proibição esta tanto para Purim quanto para casamentos.
Nos nossos tempos, a revelação externa mais distinta de Purim é o uso de vestidos caprichados, principalmente, pelas crianças, embora os adolescentes e adultos às vezes se vestem a rigor em público ou participem de bailes de máscaras.
As Mitzvot de Purim
Jejuamos no dia anterior a Purim para recordar o dia de jejum e oração que os judeus observaram antes de sua vitória. Em Purim há quatro mitzvot a serem cumpridas:
1-Ouvir a Meguilá – A fim de reviver os eventos milagrosos de Purim, escutamos duas vezes a leitura da Meguilá. Uma vez após a Tefilá de Arvit e outra no período diurno do dia seguinte.
2- A refeição de Purim – Como em todas as festas, comemoramos Purim com uma refeição festiva especial, na qual família e amigos se reúnem e se alegram no espírito da festa.
3-Presentear amigos com alimentos – O milagre de Purim ocorreu, em parte, graças à amizade e união do povo judeu. Esse fato é comemorado através do envio de pelo menos dois tipos de alimentos prontos para consumo a pelo menos um amigo.
4-Dar donativos à no mínimo dois pobres – Nas duas últimas Mitzvot, aquele que incrementar será louvado.
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Pessach
O sentido de Pêssach
“Envia o Meu povo e Me servirão” (Êxodo 9:1).
Estas palavras enviadas a Moshé simbolizam os pilares do povo de Israel. Como disseram nossos sábios: “Neste dia da saída do Egito, os filhos de Israel se converteram em povo”.
“Envia o meu povo...” A liberdade corporal é fundamental, pois sem ela não se pode conseguir a liberdade espiritual. O faraó reconheceu o valor da liberdade e do descanso, quando – depois da primeira visita de Moshé e Aarón ordenou aos seus capatazes que aumentassem o trabalho dos judeus com a explicação: “Folgados são, por isso clamam dizendo: vamos e nos sacrifiquemos diante do nosso D’us” (Êxodo 5:8).
O trabalho aliado à escravidão é um grande inimigo do homem, já que não lhe possibilita o descanso merecido. A nossa Toráh trouxe a primeira ideia monoteísta impondo o descanso, não somente como obrigação, mas como disseram nossos sábios: “Não foram impostos os sábados e os dias festivos, senão para o estudo da Toráh”.
“E Me servirão.” O descanso sabático não é somente para repor forças senão que se converte na razão do trabalho. Trabalha-se durante a semana – “Seis dias trabalharás e farás todas as tuas obras” – para cumprir o que diz o versículo: “E ao sétimo dia descansarás”. Do mesmo modo, a saída do Egito e a formação do povo de Israel assumem a sua real dimensão somente se cumprirmos com a saída condicionada: “E Me servirão”.
O povo de Israel não foi eleito por D’us por sua condição física ou numérica. O Todo-Poderoso viu em nós um “Am Segulá”, ou seja, um povo especial, capaz de cumprir os preceitos da Toráh.
Esse pensamento que contém a opinião talmúdica (Masechet Shabat) nos explica: “Neste último dia da criação, após a aparição do homem que marcou o fim da criação universal, disse D’us: E foi a tarde e foi a manhã, o dia sexto.” Pela simbologia da letra Hé (“HaShishi”), cujo valor numérico é igual a cinco, D’us condicionou o universo para que sua descendência (povo de Israel congregado no Monte Sinai) dependesse do recebimento da Toráh (formada por seus cinco livros) e da sua observância. Assim, o povo de Israel recebeu, quase forçado, a responsabilidade da existência e da continuidade do universo, convertendo-se desta maneira, como indicaram nossos sábios, “na luz dos povos”.
Naquele dia, o povo de Israel saiu da escravidão e tornou-se um povo de sacerdotes, a luz dos povos”. Esta é a responsabilidade que D’us nos encomendou e que somos capazes de assumir somente por intermédio do estudo da Toráh e do cumprimento dos seus preceitos.
A Origem do Nome da Festividade
O nome Pessach provém da décima praga que devastou os egípcios e que trouxe consigo a saída do Egito, “a morte dos primogênitos”, pois quando o Anjo da Morte passou pela terra do Egito “salteou” as casas dos filhos de Israel (“Passach” significa, em hebraico, “saltear”).
Chag HaPêssach, a Festa de Pessach, é também conhecida como:
1. Chag HaMatzot (Festa dos Ázimos): este nome deriva do preceito divino: “Sete dias comereis Matzot”. A matzáh é um pão não-fermentado, em recordação à saída do Egito, como conta a Hagadá: “Este é o pão da aflição que nossos pais comeram na terra do Egito”.
2. Chag Hacherut (Festa da Liberdade): como reza o versículo: “Neste dia te converteste em povo”.
3. Chag Aviv (Festa da Primavera): como versa: “Este mês (Nissan) será o primeiro dos meses do ano de primavera”.Assim como na Primavera floresce a natureza, em Pessach floresce o povo de Israel.
Um Pouco de História
“E disse D’us a Abraham: Sabe, pois, que peregrina será a tua descendência numa terra estranha e os escravizarão e serão afligidos quatrocentos anos” (Gênesis 15:13).
“Os quatrocentos anos de exílio e aflição começaram com o nascimento de Itzchak. Quando chegou aos sessenta anos de idade, nasceu seu filho Yaacov e, à idade de 130 anos, veio Yaacov ao Egito, o que soma 190 anos. No Egito, os filhos de Israel estiveram 210 anos, totalizando os 400 anos...” (Rashi).
A história de Pessach começa com o pacto divino com Avraham, no qual após anunciar-lhe o futuro da sua descendência – “que não poderá ser contada como as estrelas do firmamento e a areia dos mares” – adverte-o sobre a escravidão que sofrerão os seus filhos em terra estrangeira.
A primeira fase dessa escravidão começa com Yosef, cuja vida, desde a sua infância até sua morte como vice-rei do Egito, distingue-se pela clara intervenção divina.
Após 210 anos da chegada de Yaacov e seus filhos ao Egito, multiplica-se o povo de Israel de 70 almas a vários milhões, mas cumpriu-se a desgraça: depois da morte de Yosef, o Faraó esqueceu tudo o que Yosef fez em seu favor e uniu-se ao inimigo, decidindo escravizar todos os hebreus.
O sofrimento pela escravidão tornou-se insuportável e o povo implorou a Deus pela sua libertação. Mesmo que grande parte se encontrasse assimilada aos costumes e crenças pagãos, D’us decidiu escutar as súplicas dos seus filhos e cumpriu a promessa de Avraham: “E também sairão com riquezas e nas suas opressões farei justiça”. Isso ocorreu como pagamento aos filhos de Israel, que mantiveram as vestimentas, os nomes e a língua dos seus pais, o que impediu a assimilação total à cultura egípcia.
Com a não-autorização do faraó da saída do povo de Israel do Egito sob a desculpa de “não conheço o Deus de Israel e não o deixarei sair”, Deus o castigou e ao seu povo com as dez pragas, para demonstrar ao mundo quem reina sobre a Terra.
Logo após a última praga – a morte dos primogênitos –, na qual os egípcios sentiram o castigo divino no seu máximo rigor (pois não houve casa egípcia na qual não houvesse um primogênito morto), o faraó reconheceu a necessidade da saída do povo de Israel. Fato que teve lugar precisamente à meia-noite do dia 14 e 15 de Nissan do ano 2448, depois da criação. Moshé conduziu, então, o seu povo até o Mar Vermelho, em direção ao Monte Sinai, para receber a Toráh da boca de Deus.
Data Hebraica: 15 - 22 de Nissan Data EC: 09 - 16 de Abril
Costumes:
O Plano do Séder
“Zeroá” (pata dianteira de ave ou cordeiro): representa o cordeiro pascal.
“Betzá” (ovo fervido): simboliza a oferenda trazida ao Templo, chamada Chaguigá. Devido ao fato de o ovo fervido representar a comida do enlutado, recordamos assim a destruição do Templo e a possibilidade da realização dos sacrifícios.
“Maror” (folha de alface ou rábano picante): recordamos desta maneira os amargos tempos que sofreram nossos antepassados no Egito.
“Charoset” (mistura de maçã ralada ou tâmaras picadas, nozes, vinho, canela e amêndoas): assemelha-se à argamassa para os ladrilhos que os filhos de Israel deviam fabricar quando construíram as cidades dos faraós Pithom e Ramsés.
“Karpás” (apoio): o Talmud explica que o “karpás” foi introduzido no prato de seder para despertar a curiosidade dos meninos e estimulá-los a colocarem perguntas.
O Seder de Pessach
“Kadesh”: santificação do vinho, início da cerimônia, primeiro copo.
“Urchats”: lavagem ritual das mãos, para comer verduras ou frutas molhadas, sem pronunciar nenhuma bênção.
“Karpas”: come-se um pedaço de aipo, molhado em vinagre ou água salgada, para que os meninos perguntem por que, anunciando a bênção: “Boré Peri HaAdamá”.
“Lachats”: parte-se a matzá intermediária (das três matzot que estão à nossa frente) em dois pedaços desiguais; o pedaço pequeno coloca-se entre as duas matzot inteiras, e o pedaço grande guarda-se para o Aficoman.
“Maguid”: leitura da Hagadá ou narração do cativeiro de Israel no Egito e a sua milagrosa salvação pelo Altíssimo. Para que todos sigam o relato, traduz-se do hebraico e comenta-se na língua materna.
Lê-se “Ha lachmá aniá”, convite ao estranho a compartilhar o seder e a matzá e depois formulam-se as quatro perguntas do “Ma Nishtaná” (Por que esta noite é diferente das demais?).
Todas as noites não submergimos alimentos. Por que o fazemos duas vezes nesta noite?
Por que todas as noites comemos hametz e matzá e nesta noite somente matzá.
Todas as noites comemos todo tipo de verduras. Por que nesta noite somente ervas amargas?
Todas as noites comemos sentados ou recostados. Por que nesta noite somente recostados?
Por seu lado, os quatro filhos a que se refere a Hagadá são exemplos de quatro diferentes tipos de judeus: o sábio, o malvado, o simples e o ignorante.A Hagadá indica-nos como explicar o significado de Pessach a cada um deles.
“Vehí Sheamdá” recorda o Pacto de D’us com Abraham e reintera a Sua eterna proteção ao Seu povo.Ao recitar essa passagem, eleva-se a taça de vinho (mas não se bebe ainda).Ao finalizar a leitura da Hagadá, bebe-se a segunda taça de vinho, estando-se recostado sobre o lado esquerdo.
“Rachatz”: lavagem ritual das mãos, pronunciando a benção: “Al Netilat Yadaim”.
“Motzí Matzá”: elevam-se as duas e meia matzot que ficaram sobre a mesa e pronunciam-se as bençãos “HaMotzí Lechem min HaAretz” e “Al Ajilat Matzá”. Deixa-se cair suavemente a terceira matzá e reparte-se um “cazait” da matzá superior e outro da intermediária para cada um dos participantes da refeição, devendo-se comer pelo menos 30 g (2/3 de matzá comum), de forma reclinada sobre a esquerda, em quatro minutos.
Na noite do seder, deve-se, preferencialmente, utilizar matzá shemurá, isto é, a que é fabricada com a farinha de trigo com a qual se teve cuidado desde o momento da colheita para que não entre em contato com água e fermente.
“Maror”: alface (os pequenos pedaços de rábano picante, segundo o costume Asquenazi) molhada no Charosset. Antes de comer, pronuncia-se a bênção “Al Achilat Maror”.
“Korech”: (mistura do sandwich de matzá com Maror e Charoset). Come-se reclinado, sem pronunciar nenhuma bênção.
“Shulchan Orech”: começa-se a ceia festiva.
“Tzafun”: depois da ceia, deve-se comer pelo menos 30 g da matzá que se guardou para Aficoman (este vocábulo indica “após”, em grego).
“Barech”: bênção de agradecimento depois das comidas (Bircat Hamazon). Ao finalizar essas bênçãos, bebe-se a terceira taça de vinho, estando-se recostado sobre a esquerda.
“Halel”: cântico dos salmos de alegria e agradecimento. Uma vez terminado o Halel, deve-se beber a quarta e a última taça de vinho.
“Nirtzá”: continua-se informalmente o relato da redenção do Egito, sugerindo que nessa mesma data ocorrerá a Gueulá definitiva.
RECEITAS PARA PÊSSACH
KNEIDLACH
2 Xícaras de farinha de matzáh
1/4 de xícara de óleo ou gordura de galinha
3 ovos
1 1/4 de água
sal e pimenta a gosto.
Modo de preparo:
Bata todos os ingredientes juntos, forme uma massa e deixe descansar 1 hora. Forme bolinhos pequenos com as mãos untadas em óleo ou água. Ferva 20 minutos em água ou no caldo da sopa.
CHAROSSET
1/2 xícara de nozes moídas
1 colher de sopa de açucar
1 maçã ralada
1/2 colher de chá de canela (ou mais, a seu gosto)
1/2 xícara de vinho tinto
Modo de preparo:
Misture todos os ingredientes com vinho suficiente até obter uma pasta.
GEFILTE FISH
2 kg de peixe
2 cebolas
salsinha, salsão
2 gemas
1/4 de xícara de farinha de matzáhsa
l pimenta a gosto
1 pitada de açucar
Modo de preparo:
Limpe o peixe e tire toda a pele com a faca, começando na cabeça até a cauda, sem rasgar. Lave bem a pele e deixe secar. Moa a carne e deixe separados a cabeça e as espinhas. Doure as cebolas picadas com um pouco de salsinha picada. Misture ao peixe. Acrescente a farinha de matzáh, as gemas, o sal, a pimenta e o açucar. Recheie a pele com essa mistura e salgue por fora. Ajeite o peixe numa panela grande, forrada com as espinhas, a cabeça, uma cebola em rodelas, folha de salsão e salsinha. Cubra com água fervendo e deixe cozinhar durante duas horas sem tampa. Cozinhe até consumir metade da água. Disponha o peixe numa travessa e cubra com o molho que ficou na panela. Se quiser, misture duas gemas e algumas rodelas de limão ao molho coado. Deixe ferver. Quando engrossar, retire e sirva quente sobre o peixe.
PÃO DE PESSACH
10 ovos
1 copo de óleo
3 copos de água
4 copos de farinha de matzáh
Modo de preparo:
Leve ao fogo a água com óleo e sal e deixe ferver. Despeje de uma vez a farinha na água e mexa sempre, até soltar do fundo da panela. Deixe esfriar. Junte os ovos um a um e amasse até obter uma pasta homogênea. Faça pãezinhos e leve ao forno quente em assadeira untada com óleo durante 40 minutos ou até ficarem bem dourados. Sirva morno.Esta receita pode ser preparada com antecedência e ficar na geladeira durante todos os dias de Pessach. Leve ao forno à medida que for necessitando.
PÃO-DE-LÓ
8 gemas
1 e 1/2 xícaras de açúcar
1 xícara de farinha de matzáh
8 claras
suco e casca ralada de 1/2 limão
Modo de preparo
Bata bem as gemas com açúcar. Acrescente 1 pitada de sal, a casca e o suco de limão, a farinha de matzáh peneirada e por fim as claras batidas em neve. Leve ao forno moderado durante 45 minutos. Sequiser fazer recheado, asse em duas formas. Deixe esfriar e recheie com morangos amassados ou outra fruta com açúcar e cubra com creme chantilly.
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