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Festas Judaicas

 Rosh Hashanah


Rosh Hashaná é o dia em que D-us completou a criação do mundo, com a moldagem de Adam, o homem primevo. A primeiríssima atitude de Adam foi proclamar o Onipotente como Rei do Universo. Ele reuniu todas as criaturas e declarou: “Venham, curvem-se e ajoelhem-se diante de D-us e adoremos o nosso Autor”. Eis porque, em Rosh Hashaná (que literalmente significa “a cabeça do ano”) nós proclamamos a realeza de D-us e reafirmamos o nosso compromisso de servi-lo bem. Assim como no Rosh Hashaná subseqüente Ele reconsidera a Sua criação, examina a qualidade de nossa obrigação para com Ele e determina a natureza do Seu relacionamento conosco para o ano seguinte.

Data Hebraica: 1 - 2 de Tishre
Data EC: 30/09/2008 - 01/10/2008

Costumes: O Shofar Nos dias de Rosh Hashaná, ouvimos, no período diurno, o toque do Shofar, (chifre de carneiro) - pelo menos os primeiros trinta toques prescritos. O Shofar, o mais antigo e tocante dos instrumentos de sopro, tem muitos significados. Dentre eles: . Proclama o coração de D-us como Rei do Universo. . “Desperta-nos” para o arrependimento e retornao a D-us. . Recorda o som do Shofar ouvido no Monte Sinai e quando aceitamos os mandamentos de D-us por todas as épocas e gerações. Tashlich No primeiro dia de Rosh Hashaná, após a oração da tarde (Minchá), visitamos um olho d’água ou lago contendo peixes vivos e recitamos as preces de Tashlich, através das quais “jogam fora” os nossos pecados. Assim como os peixes dependem da água para sua sobrevivência, assim também nós estamos subordinados à Providência Divina; e tal, como os olhos dos peixes que nunca fecham, simbolizando a incessante vigília de D-us sobre nós. Costumes Especiais Referentes à Alimentação É costume em Rosh Hashaná comer alimentos simbolizando doçura, bênçãos e abundância. Molhamos o Chalá no mel e em seguida (na primeira noite), comemos um pedaço de maçã doce também mergulhado no mel. Após a bênção apropriada sobre a maçã, acrescentamos: “Possa ser Tua vontade renovar para nós um bom ano doce”. Outros costumes incluem comer a cabeça de um peixe, romãs, cenouras, beterrabas e etc.

 Yom Kipur


Embora esses “Dias Terríveis”, como muitas vezes são chamados, de solenes, mas eles são tristes. De fato, Yom Kipur, o dia mais santo do ano, é de um modo sutil também o mais feliz, pois em Yom Kipur nós recebemos o que é talvez a dádiva maior e mais sublime de D-us - o Seu perdão. Quando uma pessoa perdoa outra, é por causa de um profundo sentimento de amizade e amor que supera o efeito de qualquer mal que tenha sido causado. Similarmente, o perdão de Dus é uma expressão do Seu eterno e incondicional amor. Embora, talvez tenhamos transgredido a Sua vontade, nossa essência - nossa alma - permanece Divina e pura. Yom Kipur é o único dia, em cada ano que, D-us revela mais claramente que a nossa essência e a sua essência são uma só. Ademais, ao nível da alma, o povo judeu é todo verdadeiramente, igual e indivisível. Quanto mais demonstrarmos nossa unidade essencial agindo com amor e amizade, tanto mais plenamente o amor de D-us nos terá revelado.

Data Hebraica: 10 de Tishre
Data EC: 09/10/2008

Costumes: Em acréscimo às proibições dos trabalhos no Shabat, há cinco atividades especificamente proibidas em Yom Kipur: comer e beber, usar perfumes ou loções, ter relações conjugais, calçar sapatos de couro e lavar-se (só é permitido lavar os dedos das mãos). Em Yom Kipur precisamos nos libertar de todas as preocupações materiais, devotando o dia somente às orações. Começamos, na véspera, o serviço da noite com o canto Col Nidrei, o qual nos absolve de quaisquer promessas que venhamos a fazer no ano vindouro e porventura esqueçamos de cumprir. Durante cada prece principal no decorrer do Yom Kipur, recitamos o Vidui (a confissão), enumerando todos os pecados que, por acaso, tenhamos cometido e pedimos o perdão de D-us. A prece final do dia, enquanto o nosso julgamento para o ano seguinte está sendo selado, é denominada Neilá - o único serviço durante o ano inteiro no qual as portas da Arca permanecem abertas desde o início até o fim. Isto significa que os portais da prece, do Céu, estão escancarados para nós nessa época. Neilá culmina com o “Shemá Yisrael”, outros versículos ditos em uníssono e o soprar final do Shofar.

 Sucot


Imediatamente após os Dias Temíveis de Rosh Hashanáh e Iom Kipur, nós nos preparamos para a exuberância de Sucot - a “Estação de Nosso Júbilo”. Após deixar o Egito, durante os quarenta anos vagando pelo deserto, o povo judeu estava sempre rodeado por protetoras “Nuvens da Glória”. Em comemoração e para incrementar a nossa consciência dos todo-abrangentes amor e proteção de D'us, foi-nos ordenado “Em Sucot (cabanas) vivereis sete dias “ (Levitíco, XXIII:42). Outra Mitsváh especial de Sucót é a de sacudir juntas as “Quatro Espécies” - o Etrog (citro), o Lulav (ramo da tamareira), os Hadassim (mirtos) e as Aravot (salgueiros). Uma explicação, dentre muitas, é que cada uma destas quatro espécies representa um tipo diferente de judeu. O fato de que a Mitsváh exige o conjunto das quatro simboliza nossa unidade como um povo, todos precisamos uns dos outros. E as Quatro Espécies são sacudidas em todas as direções dos pontos cardeais e ainda para cima e para baixo, significando que D'us está em toda parte. Sucót significa "cabanas". Durante 40 anos vagando pelo deserto, nós vivemos em Sucót. Nós somos ordenados (confira em Vaikráh 22:33-44) neste feriado a fazer da Sucáh nossa residência principal: comer, dormir, estudar Toráh e passar nosso tempo nela. Se for muito incômodo ficar na Sucáh -- por motivo de chuva ou coisas do gênero -- então a pessoa está liberada da obrigação de habitar a Sucáh. Dependendo das condições climáticas, tentamos, no mínimo, comer na Sucáh. Também somos ordenados a agitar os Arbaát HaMinim, as 4 Espécies, que têm muitos significados místicos e profundos. Entre eles: que o Todo-Poderoso controla todo o mundo, os ventos, as forças naturais e tudo o mais; que todos os Judeus estão interligados como um único Povo, sejam eles pecadores ou santos, sábios ou ignorantes. A mitsváh de habitarmos a Sucáh nos ensina a confiar em D'us. Todos nós temos a tendência a pensar que nossas posses, nosso dinheiro, nossos lares ou nossa inteligência nos protegerão. Na Sucáh estamos expostos à natureza, numa cabana temporária. Viver numa Sucáh coloca a vida em sua verdadeira perspectiva. Nossa história tem provado isto. Nossa fé precisa ser somente em D'us. Sucót é chamada de Zemán Simchatênu, a época de nossa alegria. Alegria é diferente de felicidade. Felicidade é estarmos satisfeitos com o que temos. Alegria é o prazer de anteciparmos um bem futuro. Se confiamos em D'us e acreditamos que tudo o que Ele faz é para o nosso bem, então conheceremos grandes alegrias em nossas vidas ! Sucót é um dos Shalósh Regalim, os 3 Festivais (os outros dois são Pessach e Shavuót), quando a Toráh ordena a todos os que moram em Israel a deixar seus lares e virem a Jerusalém, celebrar a festividade no Templo Sagrado. Nos últimos 2.000 anos, desde a destruição do Templo Sagrado, estivemos incapacitados de cumprir esta mitsváh. Os Dias Intermediários de Sucot ( Chol Hamoêd ) O terceiro até o sétimo dia de Sucot são chamados de Chol Hamoêd - dias intermediários. Não recitamos o Kidush nem acendemos as velas de Iom Tov. Não obstante, apenas o trabalho muito necessário deverá ser feito. O sétimo dia de Sucot é chamado oshanáh abáh. É costume permanecer acordado e recitar trechos da Toráh e do livro dos Salmos. Pela manhã, circunda-se a Bimáh da sinagoga sete vezes, com o Lulav e o Etrog na mão. Depois recitam-se preces especiais denominadas “Hoshaanot”, enquanto seguramos cinco ramos de salgueiro amarrados juntos. Batemos com os ramos do salgueiro no chão, simbolicamente adoçando o julgamento de D'us. Este costume nos foi transmitido na era profética através dos profetas.

Data Hebraica: 15 - 21 de Tishre
Data EC: 14/10/2008 - 20/10/2008

Costumes: A Sucá Durante os sete dias da festividade, todas as refeições devem ser feitas na Sucáh, a não ser que chova. Essa obrigação é só para homens. Mulheres estão isentas de comer numa Sucáh, mas têm permissão para fazê-lo, se assim o desejarem, Ao participar de uma refeição que contenha no mínimo 30g de pão ou bolo, e 86ml de vinho deve ser recitada a bênção Leshêv Bassucáh. As Quatro Espécies Em cada um dos sete dias de Sucot, exceto Shabat, sacudimos as Quatro Espécies no horário diurno. Segure o Lulav (ao qual estão amarrados três Hadassim e duas Aravot) na mão direita, com o dorso do Lulav voltado em sua direção. Diga a bênção apropriada, depois pegue o Etrog na mão esquerda, encoste-o junto às outras três espécies e sacuda-as com as mãos unidas. Significado dos Arbaát HaMinim ( as Quatro Espécies) Uma das mitsvót (mandamentos) especiais de Sucót são os Arbaát HaMinim, as Quatro Espécies (etróg, luláv, hadassím e aravót), bem como agitá-las para os 4 pontos cardeais, para cima e para baixo. Um dos significados destes movimentos é que D’us está em todo lugar. Entretanto, por que justo estas 4 espécies foram designadas para esta mitsváh ? Nossos rabinos nos ensinam quês estas 4 espécies simbolizam 4 tipos de Judeus: o etróg tem fragrância e gosto, representando aqueles Judeus que estudam Toráh e praticam boas ações. O luláv (ramo de palmeira) tem cheiro mas não tem sabor, representando aqueles Judeus que estudam Toráh mas não fazem bons atos. Os hadassím (ramos de mirto) têm sabor mas não têm cheiro, simbolizando aqueles Judeus que fazem boas ações mas não estudam Toráh. Finalmente, as aravót (ramos de salgueiro) não têm nem sabor nem cheiro,representando os Judeus que não estudam Toráh nem praticam boas ações. Que fazemos em Sucót ? Unimos estas 4 espécies, ou seja, unimos e reconhecemos cada Judeu como parte integral e importante do Povo Judeu. Se apenas um estiver faltando, a mitsváh estará incompleta. Nosso Povo é um. Precisamos fazer tudo que pudermos para unir o Povo Judeu e para fortalecer o futuro Judaico !.

 Shemini Atzeret


O termo significa "convocação do oitavo dia". Shemini Atzeret, a comemoração que se realiza imediatamente após os sete dias de Sucot, é de certa forma a conclusão de Sucot, embora seja considerado um feriado à parte.

Data Hebraica: 22 de Tishre
Data EC: 21/10/2008

Costumes: Na época de Sucot, conforme a tradição, Deus determina a quantidade de chuvas que cairão no ano seguinte. Portanto, o serviço matutino de Shemini Atzeret inclui uma prece especial pela chuva ("Tefilat Geshem"). Nesse dia recita-se também o Izkor, a oração comemorativa dos finados.

 Simcha Toráh


Simchat Toráh é a data mais alegre do calendário judaico. Num clima de grande fervor e festividade, .concluímos o ciclo anual da leitura da Toráh, e imediatamente iniciamos um novo ciclo. Demonstramos assim a natureza eterna da Toráh, a continuidade de suas leis, e a constância da nossa devoção. Esta singular tradição, que se repete todos os anos, traz consigo uma lição da mais alta importáncia. Ela ressalta que na verdade nós nunca "completamos" a Toráh. Nós nunca chegamos a captar plenamente os profundos ensinamentos inscritos em seus rolos. Nós nunca conseguimos observar e cumprir adequadamente todos seus nobres preceitos. Ao mesmo tempo, este novo começo nos dá a cada um de nós uma oportunidade de recomeçar, de reestudar, de corrigir os erros passados e compensar aquilo que até agora deixamos de fazer ou de compreender.

Data Hebraica: 23 de Tishre
Data EC: 22/10/2008

Costumes: Na Diáspora, Simcha Toráh (literalmente "alegria da Toráh") corresponde ao segundo dia de Shemini Atzeret (o dia extra do feriado, análogo ao oitavo dia de Pêssach e o segundo dia de Shavuot). Os rabinos explicam, através de uma bela alegoria, a relação entre os dois dias do feriado. "Atzeret" deriva da palavra "atzar", que significa "reter". Shemini Atzeret é o convite que Deus fez ao Seu povo, no final da semana de Sucot, para que ficasse com Ele mais um dia (shemini, o oitavo dia). Receber tal convite sem emoção seria submeter-se passivamente ao chamado divino. Assim, Simcha Toráh é a nossa resposta, é o nosso meio de mostrar a Deus o quanto nos sentimos felizes por permanecer em Sua presença, e o quanto nos regozijamos com a Toráh que Ele nos deu. É um dia marcado pela espontaneidade, amor, alegria, música e dança. Em Israel, onde não existe o "dia extra", todos os rituais e costumes de Simchat Toráh são incorporados à comemoração de Shemini Atzeret.

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