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Festas Judaicas

 Pessach


O sentido de Pêssach

“Envia o Meu povo e Me servirão” (Êxodo 9:1).

Estas palavras enviadas a Moshé simbolizam os pilares do povo de Israel. Como disseram nossos sábios: “Neste dia da saída do Egito, os filhos de Israel se converteram em povo”.
“Envia o meu povo...” A liberdade corporal é fundamental, pois sem ela não se pode conseguir a liberdade espiritual. O faraó reconheceu o valor da liberdade e do descanso, quando – depois da primeira visita de Moshé e Aarón ordenou aos seus capatazes que aumentassem o trabalho dos judeus com a explicação: “Folgados são, por isso clamam dizendo: vamos e nos sacrifiquemos diante do nosso D’us” (Êxodo 5:8).
O trabalho aliado à escravidão é um grande inimigo do homem, já que não lhe possibilita o descanso merecido. A nossa Toráh trouxe a primeira ideia monoteísta impondo o descanso, não somente como obrigação, mas como disseram nossos sábios: “Não foram impostos os sábados e os dias festivos, senão para o estudo da Toráh”. “E Me servirão.” O descanso sabático não é somente para repor forças senão que se converte na razão do trabalho. Trabalha-se durante a semana – “Seis dias trabalharás e farás todas as tuas obras” – para cumprir o que diz o versículo: “E ao sétimo dia descansarás”. Do mesmo modo, a saída do Egito e a formação do povo de Israel assumem a sua real dimensão somente se cumprirmos com a saída condicionada: “E Me servirão”.
O povo de Israel não foi eleito por D’us por sua condição física ou numérica. O Todo-Poderoso viu em nós um “Am Segulá”, ou seja, um povo especial, capaz de cumprir os preceitos da Toráh. Esse pensamento que contém a opinião talmúdica (Masechet Shabat) nos explica: “Neste último dia da criação, após a aparição do homem que marcou o fim da criação universal, disse D’us: E foi a tarde e foi a manhã, o dia sexto.” Pela simbologia da letra Hé (“HaShishi”), cujo valor numérico é igual a cinco, D’us condicionou o universo para que sua descendência (povo de Israel congregado no Monte Sinai) dependesse do recebimento da Toráh (formada por seus cinco livros) e da sua observância. Assim, o povo de Israel recebeu, quase forçado, a responsabilidade da existência e da continuidade do universo, convertendo-se desta maneira, como indicaram nossos sábios, “na luz dos povos”.
Naquele dia, o povo de Israel saiu da escravidão e tornou-se um povo de sacerdotes, a luz dos povos”. Esta é a responsabilidade que D’us nos encomendou e que somos capazes de assumir somente por intermédio do estudo da Toráh e do cumprimento dos seus preceitos.

A Origem do Nome da Festividade

O nome Pessach provém da décima praga que devastou os egípcios e que trouxe consigo a saída do Egito, “a morte dos primogênitos”, pois quando o Anjo da Morte passou pela terra do Egito “salteou” as casas dos filhos de Israel (“Passach” significa, em hebraico, “saltear”). Chag HaPêssach, a Festa de Pessach, é também conhecida como:
1. Chag HaMatzot (Festa dos Ázimos): este nome deriva do preceito divino: “Sete dias comereis Matzot”. A matzáh é um pão não-fermentado, em recordação à saída do Egito, como conta a Hagadá: “Este é o pão da aflição que nossos pais comeram na terra do Egito”.
2. Chag Hacherut (Festa da Liberdade): como reza o versículo: “Neste dia te converteste em povo”.
3. Chag Aviv (Festa da Primavera): como versa: “Este mês (Nissan) será o primeiro dos meses do ano de primavera”.Assim como na Primavera floresce a natureza, em Pessach floresce o povo de Israel.

Um Pouco de História

“E disse D’us a Abraham: Sabe, pois, que peregrina será a tua descendência numa terra estranha e os escravizarão e serão afligidos quatrocentos anos” (Gênesis 15:13).
“Os quatrocentos anos de exílio e aflição começaram com o nascimento de Itzchak. Quando chegou aos sessenta anos de idade, nasceu seu filho Yaacov e, à idade de 130 anos, veio Yaacov ao Egito, o que soma 190 anos. No Egito, os filhos de Israel estiveram 210 anos, totalizando os 400 anos...” (Rashi).
A história de Pessach começa com o pacto divino com Avraham, no qual após anunciar-lhe o futuro da sua descendência – “que não poderá ser contada como as estrelas do firmamento e a areia dos mares” – adverte-o sobre a escravidão que sofrerão os seus filhos em terra estrangeira.
A primeira fase dessa escravidão começa com Yosef, cuja vida, desde a sua infância até sua morte como vice-rei do Egito, distingue-se pela clara intervenção divina.
Após 210 anos da chegada de Yaacov e seus filhos ao Egito, multiplica-se o povo de Israel de 70 almas a vários milhões, mas cumpriu-se a desgraça: depois da morte de Yosef, o Faraó esqueceu tudo o que Yosef fez em seu favor e uniu-se ao inimigo, decidindo escravizar todos os hebreus. O sofrimento pela escravidão tornou-se insuportável e o povo implorou a Deus pela sua libertação. Mesmo que grande parte se encontrasse assimilada aos costumes e crenças pagãos, D’us decidiu escutar as súplicas dos seus filhos e cumpriu a promessa de Avraham: “E também sairão com riquezas e nas suas opressões farei justiça”.
Isso ocorreu como pagamento aos filhos de Israel, que mantiveram as vestimentas, os nomes e a língua dos seus pais, o que impediu a assimilação total à cultura egípcia.
Com a não-autorização do faraó da saída do povo de Israel do Egito sob a desculpa de “não conheço o Deus de Israel e não o deixarei sair”, Deus o castigou e ao seu povo com as dez pragas, para demonstrar ao mundo quem reina sobre a Terra.
Logo após a última praga – a morte dos primogênitos –, na qual os egípcios sentiram o castigo divino no seu máximo rigor (pois não houve casa egípcia na qual não houvesse um primogênito morto), o faraó reconheceu a necessidade da saída do povo de Israel. Fato que teve lugar precisamente à meia-noite do dia 14 e 15 de Nissan do ano 2448, depois da criação. Moshé conduziu, então, o seu povo até o Mar Vermelho, em direção ao Monte Sinai, para receber a Toráh da boca de Deus.

Data Hebraica: 15 - 22 de Nissan
Data EC: 29 de Março a 6 de Abril

Costumes: O Plano do Séder

“Zeroá” (pata dianteira de ave ou cordeiro): representa o cordeiro pascal.

“Betzá” (ovo fervido): simboliza a oferenda trazida ao Templo, chamada Chaguigá. Devido ao fato de o ovo fervido representar a comida do enlutado, recordamos assim a destruição do Templo e a possibilidade da realização dos sacrifícios.

“Maror” (folha de alface ou rábano picante): recordamos desta maneira os amargos tempos que sofreram nossos antepassados no Egito.

“Charoset” (mistura de maçã ralada ou tâmaras picadas, nozes, vinho, canela e amêndoas): assemelha-se à argamassa para os ladrilhos que os filhos de Israel deviam fabricar quando construíram as cidades dos faraós Pithom e Ramsés. “Karpás” (apoio): o Talmud explica que o “karpás” foi introduzido no prato de seder para despertar a curiosidade dos meninos e estimulá-los a colocarem perguntas.

O Seder de Pessach

“Kadesh”: santificação do vinho, início da cerimônia, primeiro copo.

“Urchats”: lavagem ritual das mãos, para comer verduras ou frutas molhadas, sem pronunciar nenhuma bênção.

“Karpas”: come-se um pedaço de aipo, molhado em vinagre ou água salgada, para que os meninos perguntem por que, anunciando a bênção: “Boré Peri HaAdamá”.

“Lachats”: parte-se a matzá intermediária (das três matzot que estão à nossa frente) em dois pedaços desiguais; o pedaço pequeno coloca-se entre as duas matzot inteiras, e o pedaço grande guarda-se para o Aficoman.

“Maguid”: leitura da Hagadá ou narração do cativeiro de Israel no Egito e a sua milagrosa salvação pelo Altíssimo. Para que todos sigam o relato, traduz-se do hebraico e comenta-se na língua materna.
Lê-se “Ha lachmá aniá”, convite ao estranho a compartilhar o seder e a matzá e depois formulam-se as quatro perguntas do “Ma Nishtaná” (Por que esta noite é diferente das demais?).
Todas as noites não submergimos alimentos. Por que o fazemos duas vezes nesta noite?
Por que todas as noites comemos hametz e matzá e nesta noite somente matzá.
Todas as noites comemos todo tipo de verduras. Por que nesta noite somente ervas amargas?
Todas as noites comemos sentados ou recostados. Por que nesta noite somente recostados?
Por seu lado, os quatro filhos a que se refere a Hagadá são exemplos de quatro diferentes tipos de judeus: o sábio, o malvado, o simples e o ignorante.A Hagadá indica-nos como explicar o significado de Pessach a cada um deles.

“Vehí Sheamdá” recorda o Pacto de D’us com Abraham e reintera a Sua eterna proteção ao Seu povo.Ao recitar essa passagem, eleva-se a taça de vinho (mas não se bebe ainda).Ao finalizar a leitura da Hagadá, bebe-se a segunda taça de vinho, estando-se recostado sobre o lado esquerdo.

“Rachatz”: lavagem ritual das mãos, pronunciando a benção: “Al Netilat Yadaim”.

“Motzí Matzá”: elevam-se as duas e meia matzot que ficaram sobre a mesa e pronunciam-se as bençãos “HaMotzí Lechem min HaAretz” e “Al Ajilat Matzá”. Deixa-se cair suavemente a terceira matzá e reparte-se um “cazait” da matzá superior e outro da intermediária para cada um dos participantes da refeição, devendo-se comer pelo menos 30 g (2/3 de matzá comum), de forma reclinada sobre a esquerda, em quatro minutos. Na noite do seder, deve-se, preferencialmente, utilizar matzá shemurá, isto é, a que é fabricada com a farinha de trigo com a qual se teve cuidado desde o momento da colheita para que não entre em contato com água e fermente.

“Maror”: alface (os pequenos pedaços de rábano picante, segundo o costume Asquenazi) molhada no Charosset. Antes de comer, pronuncia-se a bênção “Al Achilat Maror”.

“Korech”: (mistura do sandwich de matzá com Maror e Charoset). Come-se reclinado, sem pronunciar nenhuma bênção. “Shulchan Orech”: começa-se a ceia festiva.

“Tzafun”: depois da ceia, deve-se comer pelo menos 30 g da matzá que se guardou para Aficoman (este vocábulo indica “após”, em grego).

“Barech”: bênção de agradecimento depois das comidas (Bircat Hamazon). Ao finalizar essas bênçãos, bebe-se a terceira taça de vinho, estando-se recostado sobre a esquerda.

“Halel”: cântico dos salmos de alegria e agradecimento. Uma vez terminado o Halel, deve-se beber a quarta e a última taça de vinho.

“Nirtzá”: continua-se informalmente o relato da redenção do Egito, sugerindo que nessa mesma data ocorrerá a Gueulá definitiva.

RECEITAS PARA PÊSSACH

KNEIDLACH
2 Xícaras de farinha de matzáh
1/4 de xícara de óleo ou gordura de galinha
3 ovos
1 1/4 de água
sal e pimenta a gosto.
Modo de preparo:
Bata todos os ingredientes juntos, forme uma massa e deixe descansar 1 hora. Forme bolinhos pequenos com as mãos untadas em óleo ou água. Ferva 20 minutos em água ou no caldo da sopa.

CHAROSSET
1/2 xícara de nozes moídas
1 colher de sopa de açucar
1 maçã ralada
1/2 colher de chá de canela (ou mais, a seu gosto)
1/2 xícara de vinho tinto
Modo de preparo:
Misture todos os ingredientes com vinho suficiente até obter uma pasta.

GEFILTE FISH
2 kg de peixe
2 cebolas
salsinha, salsão
2 gemas
1/4 de xícara de farinha de matzáhsa
l pimenta a gosto
1 pitada de açucar
Modo de preparo:
Limpe o peixe e tire toda a pele com a faca, começando na cabeça até a cauda, sem rasgar. Lave bem a pele e deixe secar. Moa a carne e deixe separados a cabeça e as espinhas. Doure as cebolas picadas com um pouco de salsinha picada. Misture ao peixe. Acrescente a farinha de matzáh, as gemas, o sal, a pimenta e o açucar. Recheie a pele com essa mistura e salgue por fora. Ajeite o peixe numa panela grande, forrada com as espinhas, a cabeça, uma cebola em rodelas, folha de salsão e salsinha. Cubra com água fervendo e deixe cozinhar durante duas horas sem tampa. Cozinhe até consumir metade da água. Disponha o peixe numa travessa e cubra com o molho que ficou na panela. Se quiser, misture duas gemas e algumas rodelas de limão ao molho coado. Deixe ferver. Quando engrossar, retire e sirva quente sobre o peixe.
PÃO DE PESSACH

10 ovos
1 copo de óleo
3 copos de água
4 copos de farinha de matzáh
Modo de preparo:
Leve ao fogo a água com óleo e sal e deixe ferver. Despeje de uma vez a farinha na água e mexa sempre, até soltar do fundo da panela. Deixe esfriar. Junte os ovos um a um e amasse até obter uma pasta homogênea. Faça pãezinhos e leve ao forno quente em assadeira untada com óleo durante 40 minutos ou até ficarem bem dourados. Sirva morno.Esta receita pode ser preparada com antecedência e ficar na geladeira durante todos os dias de Pessach. Leve ao forno à medida que for necessitando.
PÃO-DE-LÓ

8 gemas
1 e 1/2 xícaras de açúcar
1 xícara de farinha de matzáh
8 claras
suco e casca ralada de 1/2 limão
Modo de preparo
Bata bem as gemas com açúcar. Acrescente 1 pitada de sal, a casca e o suco de limão, a farinha de matzáh peneirada e por fim as claras batidas em neve. Leve ao forno moderado durante 45 minutos. Sequiser fazer recheado, asse em duas formas. Deixe esfriar e recheie com morangos amassados ou outra fruta com açúcar e cubra com creme chantilly.

 Jejum de 17 de Tamuz


Jejum de 17 de Tamuz Qual o significado do Jejum de 17 de Tamuz e como deve ser observado ? O 17º. dia do mês hebraico de Tamuz inicia o período nacional de 3 semanas de semi-luto, que culmina com o dia 9 de Av (Tishá BeÁv). É um período histórico onde muitas tragédias ocorreram e é considerado, na cosmologia Judaica, um período tão adverso que, como mencionado anteriormente, aconselha-se a adiar litígios na justiça e é proibida a realização de casamentos. Tradicionalmente nos abstemos de cortar os cabelos, comprar ou vestir roupas novas, ouvir música e fazer viagens de lazer. É tempo para reflexão e melhoria pessoal. No dia 17 de Tamuz, 5 calamidades ocorreram: 1) Moshe quebrou as primeiras tábuas contendo os 10 Mandamentos, quando desceu do Monte Sinai e viu o povo idolatrando o Bezerro de Ouro; 2) A Oferenda Diária (Korbán Tamíd) parou de ser realizada no Primeiro Templo; 3) Romperam-se as muralhas de Jerusalém, durante o cerco à cidade, na época do 2o. Templo; 4) Apóstomo, o Perverso, um oficial romano, queimou um Séfer Toráh (Rolos da Toráh); 5) Um ídolo foi colocado no Santuário do Segundo Templo. O propósito do jejum é despertarmos nossos corações para o arrependimento ao relembrarmos os erros de nossos antepassados (que acarretaram tantas tragédias) e evitarmos de repetir os mesmos erros. O jejum é a preparação para o arrependimento -- para quebrarmos a dominação do corpo sobre nosso lado espiritual. Cada pessoa deve se engajar num auto-exame e tomar a resolução de corrigir seus erros em suas relações com D'us, com as pessoas que convivem e consigo mesma. Este ano 17 de Tamuz é 29 de Junho, o Jejum começa 06:05h e finaliza 18:02h.

Data Hebraica: 17 de Tamuz
Data EC: 29 de Junho de 2010

Costumes:

 Jejum de Tisha BeAv


Tisha BeAv ( 9 de Av ) Doze espiões foram à terra de Israel. (Número 13:1 - 33) para conhecer e informar a seu povo, ao regresso dos mesmos, 10 dos 12 informaram mal sobre a verdade do que era a terra de Israel, só os 2 que eram Iehoshua Ben Nun e Caleb Ben Iefune trataram de demonstrar o quão equivocados eles estavam. Tal relato enfraqueceu a fé do povo judeu. Este que questionou a promessa de D’us para seu povo. Tal como nos conta a Toráh: “Naquela noite, o povo chorou. D’us puniu seu povo por essa falta de fé, decretando que os mesmos iriam penar pelo deserto durante 40 anos. Mais Ele emitiu outro decreto: “Esta noite choraram em vão; Eu proclamarei este dia de luto para todas as gerações vindouras, e por tanto nas noites vindouras chorarão por um motivo”. O Talmud Babilonico (Tratado Taanit 29-a) nos conta que D’us selou este decreto no nono dia do mês de Av, ou seja Tisha BeAv. Neste dia, através da história podemos encontrar fatos tristes que ocorreram com o Povo de Israel. Fatos que ocorreram ao povo de Israel através dos tempos: • Destruição dos 1º e 2º Templo de Jerusalém (Bet Hamikdash) • Destruição da fortaleza de Betar, baluarte da última revolta contra os romanos no ano 133.E.C. • 18 de julho de 1290 o rei Eduardo proferiu a ordem de expulsão do povo judeu da Inglaterra. • 2 de agosto de 1492 data final da partida da Espanha, com o decreto de expulsão assinado pelo rei Fernando VII e a rainha Isabel, a católica. • 1648 os cossacos atacaram a comunidade judaica de Constantinopla assassinaram 3.000 homens, mulheres e crianças. • A 1ª Guerra mundial que custou a vida de milhares de pessoas que devastou a Europa e outras regiões do planeta; os historiadores atuais concluem que a herança deixada foram o Comunismo e o Fascismo conhecidos pela sua ideologia de aniquilar o povo judeu. Essa guerra iniciou em 1º de agosto de 1914, também era Tisha BeAv (9 de Av). • Em 2 de agosto 1941, cuja data em calendário Hebraico era Tisha BeAv, os nazistas criaram o Gueto de Varsóvia. • 23 de julho do ano 1942 as câmaras de gás de Auschwitz foram inauguradas, marcava-se em nosso calendário Hebraico Tisha BeAv do ano 5702. • Em 1955 ao Estado Moderno de Israel lhe foi abatido um avião da empresa El-Al no espaço aéreo da Bulgária. Isso ocorreu em 28 de julho, era Tisha BeAv. • Em 1994, a sede da Comunidade judaica de Argentina, AMIA, sofreu um atentado, que matou 85 pessoas e deixou centenas de feridos. Depois de analisar estes fatos perguntamos por quê?. O Talmud (Masechet Yoma 9b) relata que a destruição do 1º templo ocorreu, porque os judeus praticavam a idolatria, a imoralidade sexual e o assassinato, mas o 2º templo apesar de que o povo judeu cumpria os mandamentos da Toráh praticava atos de bondade. Existia no povo um ódio injustificado entre eles e estes falavam mal uns dos outros. O Talmud (Tratado Yoma 9b) nos ensina que estas transgressões eram piores do que a idolatria, a imoralidade sexual e assassinato. Uma prova disto é o fato que a reconstrução do 1º templo ocorreu 70 anos após a sua destruição e hoje, quase 2.000 anos após a 2ª destruição, o mesmo ainda não foi reconstruído. Será que ainda não aprendemos a falar num judeu com outro em vez de falar num judeu do outro? Será ainda que não aprendemos que o amor, o diálogo, a compreensão, a vivência das nossas tradições em comunidade, são as quatro colunas mestras da Continuidade do nosso Povo? Há uma tradição que diz que o Messias nascerá em Tishá BeAv, e que este dia de luto se transformará em dia de júbilo. Com a chegada do Messias todos os judeus retornarão à sua pátria, o Terceiro Templo será erguido e todas as nações reconhecerão a grandeza da Toráh de D’us e de seu Povo Eleito. O infinito amor de D’us pelo povo judeu será então abertamente revelado e perdurará para sempre. Certamente a geração que permaneceu fiel a D’us, apesar da perda dos seis milhões, terá o mérito de ver a redenção final, Prontamente, ASSIM SEJA!!! Rabino Professor Rubén Najmanovich

Data Hebraica: 9 de Av
Data EC: 19/07 de noite até o pôr

Costumes: DURANTE ESTE PERÍODO DE JEJUM EXISTEM ALGUMAS PROIBIÇÕES: 1. Comer e beber. Meninas a partir de doze anos e meninos a partir de treze anos precisam jejuar o período inteiro e cumprir todas as leis referentes a Tish'á Beav. Crianças menores devem ser sensibilizadas para compreender a importância do dia, renunciando a guloseimas. Se houver necessidade de alimentação por ordem médica, deve se consultar um rabino como proceder. 2. Calçar sapatos (mesmo parcialmente) de couro. 3. Lavar-se (inclusive enxaguar a boca). Ao acordar pela manhã (e após ir ao toalete) a ablução só é permitida sobre os dedos das mãos. 4. Usar óleo, creme, perfume ou maquiagem. 5. Ter relações conjugais. 6. Saudar uma pessoa. Se cumprimentado, deve-se responder em voz baixa, para não despertar ressentimentos. À TARDE Realiza-se uma refeição completa que antecede o jejum (Seudá Hamafsêket) com pão. Ao final ingere-se um ovo com um pouco de cinzas. Este ano o jejum tem início às 17h38 (em S. Paulo). À NOITE Após Arvit, lemos o Livro de Echá, na tradicional melodia triste. Logo após a leitura de Echá e as Kinot da noite, recita-se Veatá Cadosh e Alênu. TERÇA-FEIRA, DIA 20/07, TISHÁ BEAV DE MANHÃ Nas Bênçãos Matinais omite-se "...sheassá li col tsorki" ("...que me proveu de todas as minhas necessidades"), pois esta bênção vem em agradecimento ao calçado e, em Tish'á Beav, é proibido usar sapatos de couro. Mesmo quando já se calçam os sapatos ao término do jejum, esta bênção continua não sendo recitada até o dia seguinte. Talit e tefilin não são usados durante Shacharit. Após Shacharit recitam-se Kinot. Em seguida, recita-se Ashrê, Uvá letsiyon (omitindo o versículo Vaani zot beriti... vead olam") e Alênu. Repetimos o Livro de Echá após Alênu. Neste dia não falamos Tachanun (súplicas). À TARDE Antes da oração de Minchá, coloca-se talit e tefilin e recita-se o Shemá completo. Iniciamos com os trechos que não foram recitados de manhã: Shir Shel Yom, En KeElohênu e Tehilim. Também estudamos parte da porção semanal ou perasháh, de nossa Toráh Na Amidá de Minchá acrescenta-se Anênu e também Nachêm ("Consola-nos") em lembrança do Templo Sagrado, incendiado nessa hora. É costume doar para tsedacá o valor das refeições deste dia. Os que colocam Tefilin de Rabenu Tam, devem fazer isto após Minchá, antes do pôr-do-sol. À NOITE Término do jejum: 18h 11min (em Porto Alegre) Procedimentos: 1. Oração de Arvit. 2. Lava-se as mãos 3 vezes intercaladas (dessa vez, a mão toda até o pulso, sem recitar a bênção al netilat yadáyim). 3. Lava-se o rosto e enxagua-se a boca. 4. Calça-se os sapatos de couro. 5. Quebra-se o jejum. 6. Faz-se a prece de Kidush Levaná (santificação da Lua Nova). QUARTA-FEIRA, DIA 21/07 Vigoram até meio-dia todas as proibições dos Nove Dias, porque o Templo continuou em chamas durante o dia dez de Av. Nossos Sábios prometeram que quem fica de luto pela destruição de Jerusalém merecerá ver o Júbilo de sua reconstrução. http://www.youtube.com/watch?v=eYKeaB5kU4g

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